
Tem dias que me lembro muito dos meus dias de infância e adolescência, quando minha mãe ensinava-se sobre a vida de forma simples, o que hoje em dia está meio esquecido, porque tudo é complicado ou pode ser pesquisado no Google.
Quando a vida trazia momentos delicados, com aquele estigma de que o dia não ia terminar bem, minha mãe preparava no almoço um prato de catalonha. E explicava mais uma vez a importância de sabermos escolher bem, de dedicar-se a preparar algo para a família mesmo que ela tivesse seus momentos de stress e saber o que colocar para dentro de si, filtrando cada momento para não perder a essência.
Como ensinar isso somente fazendo um alimento para o almoço?
Simples, mas complexo para a época, já que percebo hoje como ela me passava os ensinamentos por parábolas cotidianas.
A catalonha é uma verdura que naquela época fazia parte de todos os lares, ou seja, as dificuldades existem para todos, ricos ou pobres, altos ou baixos, conhecidos e desconhecidos.
Essa verdura é rica em: cálcio, fósforo, ferro, fibras, além de vitaminas A e C e do complexo B. Portanto, nunca se sabe o verdadeiro valor do que temos nas mãos e se não nos importamos com isso, só saberemos quando isso tudo nos fizer falta, por isso, valorizar cada um e cada conquista, por menor e mais corriqueira que seja, é uma sabedoria simples de se alcançar.
Mas a catalonha tem um sabor amargo, mesmo sendo tão importante para a saúde. Ou seja, nem tudo que nos serve, que alimenta nosso caráter, é doce e gostoso de viver. Existem os momentos amargos, complicados, que precisamos provar mesmo não querendo e que no fundo, no fundo, trarão bons acréscimos ao nosso caráter e nossa vida.
E devido o sabor amargo eliminado durante a fervura, essa verdura deve ser cozida por muito tempo com bastante água. Ora, outro conceito importante: nada é instantâneo - fora o miojo, mas na época isso não existia e, se existisse, minha mãe sabiamente diria que não é algo feito tão rapidamente não podia ser nutritivo o suficiente, precisaria complemento para realmente ficar valioso para nós.
Mas voltando ao cozimento lento, minha mãe ensinava nas entrelinhas (e entre panelas) que precisamos nos dedicar ao que queremos, para que o sabor da vitória não fosse maculado com o amargo da derrota. Tudo na vida requer dedicação, suor e vontade, tudo dosado na medida certa.
Quanto à catalonha, ao prepará-la, deve-se escorrer bem antes de adicionar tempero. Ah, o cuidado simples, para aproveitar o que realmente é importante, não largando por aí, misturando o que é importante com o que precisamos deixar de lado. E claro, tudo na vida precisa de tempero, precisa de uma parte de nós, daquilo que gostamos, para realmente vivermos dias agradáveis.
E é sonora a lembrança da minha mãe ensinando que além das folhas, os talos também são utilizados, estes contêm muitas vitaminas e sais minerais. Tempere-a com óleo, sal e caldo de limão. Quer algo mais lógico do que isso? Uma experiência de vida é repleta de nuances, não só nas partes mais conhecidas do momento, mas em seu todo. Ser feliz não é algo simples, mas complexo e a vida tem muito a oferecer.
Claro que não podemos esquecer tudo que a vida, ops, que a catalonha tem de importante: que a vitamina A é boa para a visão e saúde da pele; a vitamina C age contra infecções, evita a fragilidade dos ossos e dentes; já as vitaminas do complexo B são fundamentais para o crescimento.
Com isso ela me ensinava que precisamos ver de forma total o que a vida nos traz, não nos deixando adoecer pelos momentos difíceis, não podemos ser frágeis demais e é necessário que nos fortaleçamos a cada experiência para crescermos como seres humanos.
Por isso a catalonha que minha mãe preparava me deixou com o gosto de um ensinamento importante: não desperdice seu dia, ele tem muito a oferecer!
Como toda mãe, a minha era muito sábia, vocês não acham?
Quando a vida trazia momentos delicados, com aquele estigma de que o dia não ia terminar bem, minha mãe preparava no almoço um prato de catalonha. E explicava mais uma vez a importância de sabermos escolher bem, de dedicar-se a preparar algo para a família mesmo que ela tivesse seus momentos de stress e saber o que colocar para dentro de si, filtrando cada momento para não perder a essência.
Como ensinar isso somente fazendo um alimento para o almoço?
Simples, mas complexo para a época, já que percebo hoje como ela me passava os ensinamentos por parábolas cotidianas.
A catalonha é uma verdura que naquela época fazia parte de todos os lares, ou seja, as dificuldades existem para todos, ricos ou pobres, altos ou baixos, conhecidos e desconhecidos.
Essa verdura é rica em: cálcio, fósforo, ferro, fibras, além de vitaminas A e C e do complexo B. Portanto, nunca se sabe o verdadeiro valor do que temos nas mãos e se não nos importamos com isso, só saberemos quando isso tudo nos fizer falta, por isso, valorizar cada um e cada conquista, por menor e mais corriqueira que seja, é uma sabedoria simples de se alcançar.
Mas a catalonha tem um sabor amargo, mesmo sendo tão importante para a saúde. Ou seja, nem tudo que nos serve, que alimenta nosso caráter, é doce e gostoso de viver. Existem os momentos amargos, complicados, que precisamos provar mesmo não querendo e que no fundo, no fundo, trarão bons acréscimos ao nosso caráter e nossa vida.
E devido o sabor amargo eliminado durante a fervura, essa verdura deve ser cozida por muito tempo com bastante água. Ora, outro conceito importante: nada é instantâneo - fora o miojo, mas na época isso não existia e, se existisse, minha mãe sabiamente diria que não é algo feito tão rapidamente não podia ser nutritivo o suficiente, precisaria complemento para realmente ficar valioso para nós.
Mas voltando ao cozimento lento, minha mãe ensinava nas entrelinhas (e entre panelas) que precisamos nos dedicar ao que queremos, para que o sabor da vitória não fosse maculado com o amargo da derrota. Tudo na vida requer dedicação, suor e vontade, tudo dosado na medida certa.
Quanto à catalonha, ao prepará-la, deve-se escorrer bem antes de adicionar tempero. Ah, o cuidado simples, para aproveitar o que realmente é importante, não largando por aí, misturando o que é importante com o que precisamos deixar de lado. E claro, tudo na vida precisa de tempero, precisa de uma parte de nós, daquilo que gostamos, para realmente vivermos dias agradáveis.
E é sonora a lembrança da minha mãe ensinando que além das folhas, os talos também são utilizados, estes contêm muitas vitaminas e sais minerais. Tempere-a com óleo, sal e caldo de limão. Quer algo mais lógico do que isso? Uma experiência de vida é repleta de nuances, não só nas partes mais conhecidas do momento, mas em seu todo. Ser feliz não é algo simples, mas complexo e a vida tem muito a oferecer.
Claro que não podemos esquecer tudo que a vida, ops, que a catalonha tem de importante: que a vitamina A é boa para a visão e saúde da pele; a vitamina C age contra infecções, evita a fragilidade dos ossos e dentes; já as vitaminas do complexo B são fundamentais para o crescimento.
Com isso ela me ensinava que precisamos ver de forma total o que a vida nos traz, não nos deixando adoecer pelos momentos difíceis, não podemos ser frágeis demais e é necessário que nos fortaleçamos a cada experiência para crescermos como seres humanos.
Por isso a catalonha que minha mãe preparava me deixou com o gosto de um ensinamento importante: não desperdice seu dia, ele tem muito a oferecer!
Como toda mãe, a minha era muito sábia, vocês não acham?
Olha,
ResponderExcluirA catalonha da minha mãe pode até ser mais gostosa...
Mas acho que a da sua mãe tem mais valor...
Além das vitaminas, ela vinha enriquecida com uma bela lição de vida.
Beso
Bob
bacana o texto!
ResponderExcluirestava procurando no google receitas com catalonha, pois nunca tinha ouvido falar, e me deparo com isso...
parabéns!
Olá, Lisa!!!
ResponderExcluirGostei tanto do seu texto que vou colocar o link no meu blog. www.cozinhandopararelaxar.com
Espero que você não se importe!
Suas palavras me emocionaram...
Grande beijo,
Kris
Kris, pode ficar a vontade! E obrigada pelo comentário!
ResponderExcluirLinda lição de vida minha amada amiga.
ResponderExcluirBeijo
Valeu! estava procurando sabe o que e catalonha , pois nunca tinha ouvido falar, e me deparo com uma lição de vida.
ResponderExcluircheguei até aqui porque estou sempre xeretando no blog da KRIS,...mas confesso que esse texto me deixou emocionado,....pena que "LISAS e KRIS" estão em extinção, pena mesmo!!!
ResponderExcluirNatal Francisco da Cruz
Adorei seu texto Lisa, abraço.
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