Toda sexta-feira é santa para os trabalhadores desses brasis dentro do Brasil. É o dia que divide a semana exaustiva do fim de semana relaxante.
É o dia da santa cervejinha com os amigos, o santo dia de relaxar, para a maioria. Para a minoria, é o santo dia de trabalhar mais, servindo aos que podem ter sua happy hour santa, com a compensação de ser um santo dia para ganhar mais grana (ou garantir seu emprego)!
Só que nesse país com seu grande número de católicos, esta sexta-feira se torna mais santa ainda, presa pelo calendário oficial em que as datas religiosas se transformam em feriados prolongados.
Ou seja, nada é tão sagrado ao ponto de não se tornar popular.
Indo além das questões religiosas em si, a relatividade do ser humano hoje permite que ele transforme tudo que está a sua volta, inclusive o calendário.
Antigamente o que era sagrado tinha um tratamento especial por quase todos. Hoje, esses mesmos quase todos tratam o conceito de sagrado como algo rotineiro.
Fico imaginando se toda a história bíblica acontecesse nos dias atuais, como seriam as coberturas jornalísticas. Com certeza o CQC iria infiltra-se no julgamento de Barrabás e o Pânico seriam penetras na Última Ceia. Daí por diante pode-se imaginar a sequência de acontecimentos bizarros que acabariam com o conceito de sagrado até para esta data que simboliza um momento tão forte na formação dogmática de tantos espalhados por este mundo.
Por isso que considero sagrado um sinônimo também de antiguidade. O mundo moderno não é fã de coisas sagradas, o lance hoje é o popular.
Provavelmente isso seja fruto do estalar de dedos nos quais acontecem as evoluções tecnológicas ou a falta de tempo que sentimos agora diante de tantas informações, tantos meios de se comunicar, tantas formas de estarmos "antenados" ao que é mais moderno.
Sagrado é coisa do passado, hoje a moda é o trivial.
Por isso a Sexta Feira Santa não é mais tão santa assim, independente do que a data representa.
Eu gostaria de poder dizer que a humanidade cresceu, tornou-se adulta. Mas na verdade ela se alargou, virou massa, até se perdeu um pouco.
Deveríamos mais uma vez optar pelo equilíbrio, tendo um pé no sagrado e o outro no trivial. Isso porque quando se perde tudo que é sagrado, perde-se também o mistério e essa alavanca é muito importante para o ser humano continuar a buscar algo mais além.
Espero que não nos tornemos tão triviais quanto mecanizados. Que ainda tenhamos o sagrado a venerar, na forma de sabermos que existe algo além do dia a dia, da cervejinha com os amigos, das semanas que acabam e começam de maneira rotineira.
Eu não sou católica, mas mesmo assim venero a Sexta Feira Santa, não como um dogma religioso, mas como algo sagrado, um momento para pensarmos na morte do que fomos até o momento e na possibilidade de ressuscitarmos um pouco mais sábios mais para frente.
Não custa muito alguns minutos de reflexão. Talvez o copo de cerveja esquente um pouco, mas nada que seja insubstituível.
Uma boa Sexta Feira Santa a todos, que ela tenha algo de sagrado para vocês, nem que seja um poucos minutos de reflexão e da lembrança que somos muito mais do que a rotina nos impoe.
É o dia da santa cervejinha com os amigos, o santo dia de relaxar, para a maioria. Para a minoria, é o santo dia de trabalhar mais, servindo aos que podem ter sua happy hour santa, com a compensação de ser um santo dia para ganhar mais grana (ou garantir seu emprego)!
Só que nesse país com seu grande número de católicos, esta sexta-feira se torna mais santa ainda, presa pelo calendário oficial em que as datas religiosas se transformam em feriados prolongados.
Ou seja, nada é tão sagrado ao ponto de não se tornar popular.
Indo além das questões religiosas em si, a relatividade do ser humano hoje permite que ele transforme tudo que está a sua volta, inclusive o calendário.
Antigamente o que era sagrado tinha um tratamento especial por quase todos. Hoje, esses mesmos quase todos tratam o conceito de sagrado como algo rotineiro.
Fico imaginando se toda a história bíblica acontecesse nos dias atuais, como seriam as coberturas jornalísticas. Com certeza o CQC iria infiltra-se no julgamento de Barrabás e o Pânico seriam penetras na Última Ceia. Daí por diante pode-se imaginar a sequência de acontecimentos bizarros que acabariam com o conceito de sagrado até para esta data que simboliza um momento tão forte na formação dogmática de tantos espalhados por este mundo.
Por isso que considero sagrado um sinônimo também de antiguidade. O mundo moderno não é fã de coisas sagradas, o lance hoje é o popular.
Provavelmente isso seja fruto do estalar de dedos nos quais acontecem as evoluções tecnológicas ou a falta de tempo que sentimos agora diante de tantas informações, tantos meios de se comunicar, tantas formas de estarmos "antenados" ao que é mais moderno.
Sagrado é coisa do passado, hoje a moda é o trivial.
Por isso a Sexta Feira Santa não é mais tão santa assim, independente do que a data representa.
Eu gostaria de poder dizer que a humanidade cresceu, tornou-se adulta. Mas na verdade ela se alargou, virou massa, até se perdeu um pouco.
Deveríamos mais uma vez optar pelo equilíbrio, tendo um pé no sagrado e o outro no trivial. Isso porque quando se perde tudo que é sagrado, perde-se também o mistério e essa alavanca é muito importante para o ser humano continuar a buscar algo mais além.
Espero que não nos tornemos tão triviais quanto mecanizados. Que ainda tenhamos o sagrado a venerar, na forma de sabermos que existe algo além do dia a dia, da cervejinha com os amigos, das semanas que acabam e começam de maneira rotineira.
Eu não sou católica, mas mesmo assim venero a Sexta Feira Santa, não como um dogma religioso, mas como algo sagrado, um momento para pensarmos na morte do que fomos até o momento e na possibilidade de ressuscitarmos um pouco mais sábios mais para frente.
Não custa muito alguns minutos de reflexão. Talvez o copo de cerveja esquente um pouco, mas nada que seja insubstituível.
Uma boa Sexta Feira Santa a todos, que ela tenha algo de sagrado para vocês, nem que seja um poucos minutos de reflexão e da lembrança que somos muito mais do que a rotina nos impoe.
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