Eu parei na esquina, em dúvida sobre qual caminho seguir.
Se eu seguisse em frente, com certeza chegaria a algum destino mais rápido, mas seria o ideal?
Pensei em dar a volta, virar a esquerda, depois a direita, quem sabe chegar a alguma bifurcação e escolher conforme o que meu coração indicasse. Desisti dessa idéia é claro, porque a mente intercedeu achando isso uma tremenda bobagem.
E se eu ficasse parada aqui? Por um tempo, alguns minutos, ou quem sabe alguns dias. Poderia acampar nesta esquina, observar a paisagem, conhecer pessoas, talvez até fazer uma pesquisa ou uma enquete, perguntando a quem passasse qual caminho escolher.
Tantas pessoas acampam na vida, param de viver por um tempo, escondidos nas barracas da rotina. Acordam e não enxergam o novo dia, nem se olham no espelho. Comem a mesma comida sem gosto de emoção, ignoram o desejo de aventura e dobram os sonhos junto com o saco de dormir.
Se essas pessoas conseguem viver assim, por que não daria certo comigo?
Só porque uso óculos e vejo a vida por um prisma diferente? Na verdade é só a luz que bate nas lentes do meu óculos e refletem na lágrima ali escondida, formando um arco íris que insistem em apontar para um pote de sonhos.
Mas nem fui eu que busquei a lágrima, ela veio sozinha. Parou no fundo dos meus olhos, veio do fundo de meus sentimentos e conseguiu morada, só espero que não definitiva.
É, está vendo porque não daria certo acampar aqui? Eu divago muito. Busca respostas e acabo ouvindo as dúvidas dos outros, tomando como minhas, adotando esperanças e desilusões que não me pertencem.
Nada de ficar aqui parada então. Vou caminhar. Para frente e para novos rumos? Para trás por caminhos já conhecidos e com as marcas de meus passos antigos?
Esquerda ou direita?
Já sei, vou tirar na sorte. Se der cara, sigo em frente, se der coroa, volto para trás. Mas e a direita e a esquerda?
Nada de sorte então, é fácil jogar a moeda, deixar a sorte decidir. Difícil é colocar nas mãos da sorte todas as possibilidades que tenho que escolher. Nem mesmo a sorte é tão grandiosa para acolher tudo que a vida oferece.
Vou ter que decidir.
Mas os caminhos parecem tão promissores no primeiro passo.
E já está anoitecendo! A dúvida correu mais rápido que o relógio e alimentou-se do meu tempo.
Vou descansar minha ansiedade e quem sabe meditar um pouco. Faz tempo que não medito sobre meus sonhos... e quais caminhos devo seguir!
MORAL DA HISTÓRIA: A dúvida consome nosso tempo. Prepare-se para as escolhas, mas não tente adivinhar o futuro e acredite na sua capacidade de escolher o melhor ou vencer os obstáculos!
Homenagem ao Bob, um amigo muito querido – blog: http://blogdomussini.blogspot.com/
Obrigado, Lisa !!!
ResponderExcluirO melhor de tudo é que sua mensagem tem tudo a ver com o momento que vivo
bjs